Velinhas pra Velhinha.
Hoje quando acordei eu vi a pessoa mais importante do mundo de pijama sentadinha num banquinho olhando pensativamente pra sapateira que ela adora arrumar. Eu olhei pra ela com as perninhas enfiadas em um sapato de salto (como uma criança que foi mexer nas coisas da mãe e enfiou o mais bonito que viu pela frente no pé), a mãozinha no queixo, o olhar perdido. Vi que ela é uma menina que brinca de Tétris. O tétris da vida real, encaixando as coisas no seu devido lugar, olhando com os olhões espertos de sempre tudo ao redor e esperando que tudo se encaixe, fazendo um concerto aqui e acolá pra ver todo mundo melhor. Essa é a minha mãe. E nos poucos passos que me separavam dela, entre o corredor e a porta do quarto, eu agradeci mais uma vez a Deus por tê-la na minha vida. "Feliz aniversário, Mãe!", foi a Frase que veio na boca, mas a do coração dizia: obrigada meu Deus por mais um ano em que a tenho comigo.
Eu poderia ter começado esse texto aqui falando da força do seu trabalho, ou da delicadeza de suas mãozinhas. Poderia falar de como sabem ser duras as palavras que saem da sua boca, ou ainda de como é maravilhosamente confortável ter você por perto em minha vida. Poderia falar que quando estou com medo do mundo e da morte é pra você que eu corro, e do cheiro delicado e limpo que você deixa pelo ar onde você passa. Posso estar sendo a pessoa mais puxa-saco do mundo , mas eu só quero lhe dizer o que agradeço sempre por poder sentar do seu lado e falar de tudo. O quanto eu curto seu jeito franco. Essa aqui é só a nossa história contada pela minha lente. E existem outras lentes tantas a te contar e olhar.
Os atritos, e as crises de mau-humor, as falhas e as implicâncias (que sempre tem), essas o tempo corrige. Ou não corrige. E a vida segue o seu curso de sempre. Sei que já chorei muito, que já brigamos muito, que conheço seus defeitos assim como você conhece os meus. Mas por fim o que sobra é isso: o seu amor.
Mãe! Eu espero que Deus lhe dê mais muitos e muitos anos de vida. Pra que eu possa pra sempre pegar o celular querendo dizer MÃE, ME AJUDA, EU TÔ COM MEDO, e no lugar disso falar "Oi mãe, tá tudo bem por aí?", e da mesma forma, sentir dentro do coração que as coisas estão bem, porque você tá aqui.
Amo você.
Eu poderia ter começado esse texto aqui falando da força do seu trabalho, ou da delicadeza de suas mãozinhas. Poderia falar de como sabem ser duras as palavras que saem da sua boca, ou ainda de como é maravilhosamente confortável ter você por perto em minha vida. Poderia falar que quando estou com medo do mundo e da morte é pra você que eu corro, e do cheiro delicado e limpo que você deixa pelo ar onde você passa. Posso estar sendo a pessoa mais puxa-saco do mundo , mas eu só quero lhe dizer o que agradeço sempre por poder sentar do seu lado e falar de tudo. O quanto eu curto seu jeito franco. Essa aqui é só a nossa história contada pela minha lente. E existem outras lentes tantas a te contar e olhar.
Os atritos, e as crises de mau-humor, as falhas e as implicâncias (que sempre tem), essas o tempo corrige. Ou não corrige. E a vida segue o seu curso de sempre. Sei que já chorei muito, que já brigamos muito, que conheço seus defeitos assim como você conhece os meus. Mas por fim o que sobra é isso: o seu amor.
Mãe! Eu espero que Deus lhe dê mais muitos e muitos anos de vida. Pra que eu possa pra sempre pegar o celular querendo dizer MÃE, ME AJUDA, EU TÔ COM MEDO, e no lugar disso falar "Oi mãe, tá tudo bem por aí?", e da mesma forma, sentir dentro do coração que as coisas estão bem, porque você tá aqui.
Amo você.

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